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1947: o Plano Marshall

1947: o Plano Marshall


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George C. Marshall (1880-1959)

O ano de 1947 marcou o ponto de partida para a guerra fria entre os Estados Unidos e a União Soviética. Naquela data os americanos tomaram duas iniciativas importantíssimas: primeiro, decidiram-se pela política de "contenção" ao comunismo, dando início a pesados investimentos em armamentos e artefatos nucleares; em segundo, por auxiliarem economicamente, por meio do Plano Marshall, os países europeus assolados pela guerra, permitindo que eles dessem começo aos programas de reconstrução nacional.

"Nossa política não se dirige contra nenhum país ou doutrina, mas contra a fome, a pobreza, o desespero e o caos."

G. Marshall, discurso em Harvard, 5 de junho de 1947

A fome e o frio


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Desolação nas ruas de Londres

Iniciava-se a primavera de 1947 ao tempo em que encerrava-se o mais tenebroso inverno da Europa no século XX. Nos finais da Segunda Guerra Mundial, na parte ainda controlada pela a Alemanha nazista em seu estertor, o sistema de abastecimento ainda funcionava razoavelmente, e salários e preços tabelados impediam o furor inflacionário. Mas quando os tiros por fim cessaram, seguido da desmobilização geral, foi um deus-nos-acuda. Nos dois anos seguintes à rendição nazista, a comida evaporou-se e o que circulava no mercado negro atingia preços inimagináveis. Em Berlim, a população, para sobreviver ao enregelamento, abateu todas as árvores da cidade. Os parques públicos, como o devastado Tiergarten, serviram para que neles proliferassem hortaliças. Onde outrora havia as elegantes tílias, agora vicejavam repolhos e nabos, plantações noite e dia policiadas pelos moradores para que não as roubassem.

Ruína e desolação


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Europa em ruínas

Quem desembarcasse no porto do Havre, em Antuérpia ou em Amsterdam, entrando no continente adentro, não pararia mais de ver ruínas e desolação por todos os lados. Quase toda a infra-estrutura de comunicações e transportes estava destruída. Cidades ou aldeias inteiras, somente se ultrapassasse os Montes Urais, lá nos fundões da Rússia, distantes mais de 4.600 quilômetros das margens do Oceano Atlântico. Estradas-de-ferro, minas, portos, pontes, canais, linhas de metrô, reservatórios de água, represas, fábricas, rede elétrica, cabos, barcos, estradas, cidades grandes e pequenas, e até mesmo milhares de aldeolas transformaram-se, depois de seis anos de guerra total, num imenso entulho, servindo como um gigantesco sepulcro aos mortos. Milhões deles.
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